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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Indefinido os nomes das cardeiras que homenageará os baluates das culturas do batuque e do marabaixo na academia amapanese



Nessa sexta feira  (12) as comissões que integram a organização da academia amapaense de batuque e marabaixo, se reuniram nas dependências da igreja jesus de Nazaré para apresentar os nomes das personalidades que darão nomes as cadeiras, de inicio foram apresentados apenas 30 nomes, e diante de reivindicação das comunidades o numero das cadeiras foram ampliadas para 40, segundo o representante da comissão Carlos Piru que ainda integram : Daniella Ramos, Dany Pancadão, Valdi Costa, Ísis Tatiane, José Hozana, Rosivaldo, Rock e Paulo, foi muito difícil chegar a 30 nomes num montante de mais de 150 referencia das duas culturas.

Antes da reunião a redação de Alforriaamapá conversou com o principal idealizador da academia, para padre Paulo, a academia vem com a missão de fundamentar historicamente essas culturas, pois a valorização esta exatamente nisso, o de valorizar e dar conhecimento ao povo amapaense quem foram essas pessoas que fecundaram essas cultura, para isso é necessário um projeto; não um projeto que saia de gabinete como do IMPROIR ou seafro e necessário que as comunidades urbanas e rurais façam parte desse processo.
Na academia não será lugar só do intelectual, será lugar de quem vive na comunidade, pois eles serão responsável de conduzir a manutenção do que ele conhece. “ talvez não temos noção da dimensão do que estamos fazendo, hoje vocês são os verdadeiros protagonistas de sua historia, pois o tambor é sagrado seja ele tocado aonde que que seja”, foi o que ressaltou o padre.



Para o Hozana representante de Mazagão velho,  essa organização estrutural de nossas culturas, tanto do Batuque quanto do Marabaixo é fundamental, pois muitos que embarcam nem conhecem quem foram as pessoas que por séculos foram esquecidas, dessa forma, através da academia essas pessoas serão reconhecidas e a sociedade vai saber quem são e foram eles.

Os trabalhos entorno da criação da academia continuam de certo é que dia 23/03 serão empoçados os titulares das cadeiras para a academia amapaense de batuque e marabaixo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo



Resgate, valorização, memória e respeito são as palavras que incentivaram um grupo de amapaenses e descendentes de famílias tradicionais a criar a Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo, a primeira voltada para a cultura regional tradicional. Os direcionamentos foram tratados no último dia 5, na quadra da Igreja Jesus de Nazaré, quando 25 representantes de grupos tradicionais e lideranças de comunidades quilombolas e de movimento marabaixeiro, sob a orientação do padre Paulo Roberto Matias, definiram as metas e deram início aos procedimentos oficiais.

A iniciativa foi motivada com base na necessidade de um projeto sério e recente, diferente de todos que já foram implantados para preservar as tradições, cultura e memória dos afrodescendentes do Amapá. Durante a reunião de organização, o padre Paulo Roberto, idealizador do projeto, referência na luta por respeito pelos afrodescendentes brasileiros e militante de causas sociais, ressaltou a importância da Academia. “É preciso ter mais respeito com a nossa cultura, a mesma não pode ficar atrelada a guetos, e a Academia tem a finalidade de unir o coletivo, e homenagear os verdadeiros protagonistas da nossa história e detentoras de saber popular”.

“A Academia vem para resgatar ,preservar, incentivar pesquisas e estudos , difundir a nossa história, buscar o congraçamento , engrandecer os atuais envolvidos e perpetuar a nossa cultura. É um projeto onde as pessoas e famílias de afrodescendentes se sentirão representados, e isso é importante porque envolve alto estima, valorização e respeito com a história e não vai mais permitir que pioneiros sejam esquecidos e a memória enterrada”, disse Danniela Ramos, bisneta do mestre Julião Ramos e uma das pessoas que incentivou a aproximação de jovens e crianças com a acultura do marabaixo e batuque.

Serão escolhidos 30 nomes de personalidades já falecidas da nossa cultura, para nomearem as cadeiras da Academia, sendo 15 nomes da área rural e 15 da área urbana, independente de escolaridade, determinação justificada por terem sido detentores do saber cultural assistemático  das culturas do batuque e marabaixo. A data em que a Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo será instituída oficialmente é 23 de março, e três comissões foram escolhidas para dar encaminhamentos, organização, estudo, avaliação e seleção das 30 personalidades que serão homenageadas primeiramente, com a denominação das cadeiras

“A partir de agora inicia um novo momento no processo de valorização da cultura, pessoas e tradições afrodescendentes no Amapá, e a Academia tem essa missão importante que vai além dos movimentos já existentes, porque se propõe a estudar, pesquisar, difundir a história com viés social, antropológico, religioso e cultural, buscando a aproximação entre as comunidades e sociedade, e promover o intercâmbio de conhecimento e informações. As personalidades serão homenageadas em todo o processo, com honrarias, certificados, tirando assim estes pioneiros do da cultura do batuque e marabaixo do anonimato e esquecimento”, finalizou padre Paulo Roberto.

Texto: Marileia Maciel

sábado, 30 de dezembro de 2017

Diário da periferia.


foto pessoal


Na periferia não tem só marginais, tem os que foram esquecidos pelas políticas publicas que quase sempre a única que vem é a repressão policial e a mídia com termos pejorativos como -PACOBALA- que em nada acrescenta no crescimento da comunidade, são poucas as políticas tais com: saúde, educação, onde a maioria tem de ir em busca no centro da cidade de Macapá, onde (quase) tudo funciona.

Se tratando do bairro do Pacoval, que hoje já bairro que faz a ligação com a grande Zona Norte. Tem três escolas estaduais: Deusolina Sales Farias, Escola Para, uma do ensino infantil Mundo da Criança entregue ao tempo, E.E José Duarte, uma Igreja de Nossa Senhora aparecida, o ciosp, dois campos de futebol em precárias situações (curru e ASA Aberta), e quem faz a manutenção são os próprios moradores, parece que o poder público tem medo de vim por essas bandas.

A periferia existe e sobrevive da solidariedade, companheirismo, muita das vezes de iniciativas de gente que tem tão pouco, tem aquele que faz o sopão, o que faz a escolinha de futebol, o que junta a panela no almoço do domingo; são essas pessoas que vivem na periferia.
foto pessoal

São vários os exemplos na matéria de hoje, eu apresento Alessandro Barros de 29 anos que todos chamam de Branco, para diferenciar de seu irmão que chamam de preto. 

foto pessoal

Jovem que tem uma oficina de moto na avenida Goiás com a Paraíba há dois anos (2), local que chama-se canto da fome, depois de trabalhar nas oficinas dos outros, resolveu montar a sua própria de onde tira o sustento de sua família, dois filhos e sua esposa, quase sempre reúne os clientes e amigos como Luan entre outros do canto da fome, pedindo de um e de outro, monta cestas básica para doar a uma outra família que precise mais que ele, dessa forma ele ajuda no desenvolvimento social da baixada Paraíba.
 
foto pessoal

nessa manhã (30), ele e os amigos chegaram na casa de uma família na baixada Paraíba, trata-se do Fabricio que vive com seus filhos e esposa e nem todo dia tem o que comer, quando chegamos na sua residência, ele já estava pensando o que daria aos filhos nesse dia véspera de ano novo
foto pessoal

Na periferia é isso, cada um faz um pouco e a vida segue.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dados da educação quilombola no Brasil



O Brasil possui hoje 2.366 escolas quilombolas, onde atuam 17.288 professores e que recebem 264.404 alunos. A educação escolar quilombola está presente mais fortemente nos estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Pará. Veja um episódio deste ano do #Salto sobre o assunto, no YouTube: tvesco.la/2Cf0POh. Quer se aprofundar? O quilombo São José da Serra, localizado na Serra da Beleza em Valença, Rio de Janeiro, tem apenas 140 habitantes mas consegue manter as tradições da época de seus fundadores. O líder Toninho Canecão mostra a luta dos moradores pela posse da terra e a arrecadação da comunidade com a venda de artesanato e comida: tvesco.la/2E1r6jp.

Gostou do conteúdo? A TV Escola tem muitos outros no portal para te ajudar em sala de aula! Visite tvescola.mec.gov.br e pesquise sobre o que deseja saber! Ou baixe o app para Android e iOS! ;).

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A festa do banco da Amizade com uma pelada pelo meio




Final de ano é momento de reencontro, sobre tudo no bairro do Laguinho onde as coisas se agregam se complementam, a festa do banco da amizade já é bem popular no estado do Amapá ocasião que grande parte dos amigos encontram-se, ainda aproveitam o dia 26 de dezembro, para tira ressaca tomando um caldo quentinho tomando todas é claro.


Pensando nisso, há dez anos (10), o saudoso Bode resolveu adicionar a esse evento uma partida de futsal, segundo Carlos Piru e o professor Armando, os jovens do bairro batiam a pelada do final de ano, acontece que essa mesma galera ficou sem o campo por conta da construção do centro de cultura negra, salve o Bode pois essa pelada foi transferida para a quadra da Escola Azevedo Costa e engana-se quem pensa que ganhar não é o mas importante – ninguém quer perder a oportunidade de tirar “saro, “barato” da cara um do outro durante o ano inteiro.

Time A


Já se vão 10 anos e assim essa partida foi ganhando filhos e netos e houve a necessidade de se fazer uma partida inicial com os jovens que tem em media 15 a 20 anos, ela inicia sem cerimonia e com a grande disposição da garotada que esse ano time A contou com – Vielton, Kevin William que marcou 3 Gols, João Gomes, Matheus, Bruno, Peres, Iam Balboa, Luiz Henrique Dias, Rodrigo Alburquequer. Matheus Sander no time B – Ecton (Cebola), Arilson (Tonico), Herdivam (SASA) que marcou ! Gol, Raully, Toylan, Jean, Walace, Jadson que fez 1 gol, Diego 1 gol, Klebinho, Rodrigo Jucá, Rodrigo (Arguia), Marcio Piteco 1gol, Willian Diego nessa partida o time B ganhou por 5x3, valeu galera ano que vem tem mais.

Time B


Na principal e esperada partida foram dois times denominados de VATAPÀ X HOT DOG, só para diferenciar mesmo, pois para balancear tem um sorteio e assim os bons de bola e os não tão bons ficam do mesmo lado. Depois do sorteio uma roda no centro da quadra e um bate papo onde fala quem quer, o Guto Pavulagem fez uma reflexão e em suas palavras lembrou de pessoas que desencarnaram esses ano e falou nas pessoas que se encontram enfermas como Paulinho tupinamba e o Geraldo filho da tia Diquinha que passam por enfermidade, um momento de oração coletiva e vale uma nota do blog – no momento de alternância das palavras, foi muito satisfação ver o reencontro, pois muitos dos presentes nessa roda se reencontram só nesse dia.

Time Hot Dog


No time do Vatapá estavam – Alex 1gol, Toin (sabura), João Ataíde, Jean, Bute 1 gol, Rami 3 gols, Serginho da Diquinha, Dinho, Jonilson 1 gol, Zexinho Macapá 1 gol, Nono, Adriano (Pipoca), Ramom Monteiro 1 gol.

Time Vatapá


Hot Dog – Guto Pavulagem, Wlad 1 gol, Paulinho filho da Diquinha, Cebola, Vanck, Buroka, Kelio Velha, Marinho, Rodrigo ‘1 gol, Pelado, André. Essa partida terminou de 9 x 3. a pelada acabou e a festa de reencontro iniciou do lado de fora regrado a churrasco e cerveja e inicio dos baratos que durará o ano inteiro.




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

“Ações Afirmativas no Ensino Superior: continuidade acadêmica e mundo de trabalho”

O Projeto de Pesquisa intitulado: “Ações Afirmativas no Ensino Superior: continuidade acadêmica e mundo de trabalho” visa compreender as modificações nas estruturas acadêmicas provocadas pela implementação de Políticas de Ações Afirmativas em universidades federais e estaduais brasileiras. Essa é uma pesquisa nacional, que almeja conhecer as experiências acadêmicas e profissionais de estudantes negros e indígenascotistas brasileiros/as.

Essa pesquisa foi dividida pelas regiões (norte, sul, sudeste, centro-oeste e nordeste), e nós da Coordenação Norte, gostaríamos de nos dirigir, especificamente, aos estudantes cotistas da nossa Amazônia: VC EGRESSO/A COTISTA NEGRO/A E INDÍGENA VENHA PARTICIPAR CONOSCO NESSA EMPREITADA; VENHA CONTRIBUIR COM ESTA PESQUISA. Favor prencher o formulário disponível no link <https://goo.gl/forms/IqHHWTFAxHNBjOim2>

Lembre-se, para que as Políticas de Ações Afirmativas sejam potencializadas, revistas e ampliadas no âmbito das Instituições de Ensino Superior (IES), você precisa assumir-se como beneficiário (a) desta política.

É muito importante para nós a sua participação. Pois, a partir desses dados nós teremos um panorama das Políticas de Ações Afirmativas no ensino público brasileiro.

O preenchimento do formulário demorará apenas cinco (5) minutos… NESSES 5 MINUTOS VOCÊ ESTARÁ (RE)AFIRMANDO O QUANTO A POLITICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS FOI IMPORTANTE PARA O SEU INGRESSO, PERMANÊNCIA E CONCLUSÃO DO ENSINO SUPERIOR.
Mais informações acesse: <http://www.acoesafirmativasufmg.org/p/pesquisa-trajetoria-c…>

Atenciosamente,
Profa. Dra. Piedade Lino Videira
Elzilene Paiva Garcia
Coordenação Região Norte da Pesquisa
coord.norte.trajetorias@gmail.com

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Não é só uma pintura na parede é a semiotica da igualdade na igreja de São Benedito




A igreja de São Benedito presente no bairro do laguinho desde 02.03.1956 por Dom Aristides Piróvano benze e inaugura a Capela do bairro do Laguinho em Macapá, dedicada a São Benedito. De inicio com paredes de madeira, piso de cimento e é coberta com telhas tipo.

Essa Igreja cresceu no bairro de origem negra onde muitos das pedonalidades do laguinho foram batizados, ao longo do tempo ela cresceu junto com o desenvolvimento e sempre parecendo “dois mundo em um”, um liturgia de brancos evangelizando negros fora do contexto da realidade do bairro.

Os grupos de jovens da igreja sempre na sua maioria de moradores do bairro, teve a audácia de na década de 70 apresentar um Deus negro durante a encenação de uma cruz para Jesus – Salve Bi Trindade- parecia um mundo do lado de dentro e outro do lado de fora.

Vamos dar um salto na história – tudo é muito novo e, as coisas estão acontecendo de forma que as pessoas não se percebem; a Pastoral Afro-Brasileira do Amapá , que tem sua missa afro com representantes da umbanda, candomblé, tambor de mina e catolicismo, vem mudando um pouco da rotina de tempos remotos já mencionados. Esse ano a igreja vem fazendo a restauração das pinturas sacras e veja que os santos anjos que eram dez (10), sendo apenas um (1) negro, na restauração agora são cinco (5) negros e cinco (5) brancos; não é para causar polêmica e sim para parabenizar a igreja e a pastoral afro, pois mostra que a implementação do segmento vem dando certo. 

Pode parecer apenas uma pintura na parede mas que para o fortalecimento da politica de ações afirmativas já é um grande passo.

( A semiótica é o estudo dos signos e da semiose, que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação)