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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dor do parto

PAÍS vARONIL

fanck da baixada

domingo, 16 de outubro de 2016

RUY O HOMEM PRESO EM DOIS MUNDOS


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RuY
  • RUY O HOMEM PRESO EM DOIS MUNDOS.

              Viajo muito pelo estado do Amapá e, sempre procuro saber de causos de cada lugar, uma que sempre fico sabendo é de gente que se perdeu nas matas e poucos voltam. Na região do Maracá, muitos sumiram e não se sabe noticia desses que foram tragados ou levados pela mãe do mato; conforme relato dos antigos. Na década de 90 o professor Mucher se perdeu e por conta de sua habilidade foi encontrado uma semana depois e disso não se teve noticia de que ele tenha voltado para repetir a façanha.


Poço do buritizal no Criau

                Agora uma que escuto desde que era moleque, aconteceu nas matas do criau.
        

Entrada da mata do criau
          Foi numa manhã da década de 80 que um jovem chamado Ruy, desapareceu nas matas, segundo relatos, ele foi atrás de seu pai que se embrenhou na busca do sustento de sua casa, quando no retorno de seu Zé, sua esposa perguntou – cade o Ruy? O mesmo respondeu eu não vi!!!
               A partir de então, a vila se mobilizou e, por oito dias, incessantes fizeram busca e quando o encontraram ele estava debilitado, e muito diferente de quando adentrara na mata; quem o encontrou foi o Poronca, severo e outros.

             O Ruy, depois desse episódio, nunca mais foi o mesmo, vive num mundo dele, sua comunicação é pouca, se relaciona, sempre ali na dele, sem comunicação;
             
            - Eu perguntei a ele se lembrava de algo e o mesmo disse – não sei, ficou me olhando...eu pensei, o que essas matas fizeram com a cabeça desse senhor? Tomei como alento, que o Ruy que entrou, não é o mesmo que vive entre nós, ele teve a oportunidade que outros não tiveram. O HOMEM PRESO EM DOIS MUNDOS.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Comunidades quilombolas dizem que terra legal é o gargalo da regularização fundiaria no estado do Amapá

           Lideres e representantes quilombolas, denunciam que o Terra Legal é o gargalo das regularizações fundiárias de terras quilombolas no Estado. Foi No ultimo 04/10/2016, em reunião da mesa quilombola que na presença de uma representante nacional do INCRA, que a questão foi levantada, o assunto em questão era o decreto 8.713, de 15 de ABRIL DE 2016, que regulamenta a Lei n 10.304, de 5 de novembro de 2001, no que se refere à transferência ao domínio do Estado do Amapá de terras pertencentes à união, o mesmo documento no seu Art 1 que ficam transferidos ao domínio do estado do Amapá as terras (glebas) arrecadas e matriculadas em nome da união discriminadas no anexo 1, sendo que são levantados algumas considerações , na item G) territórios quilombolas já delimitados e aqueles a serem delimitados pelo Instituto Nacional de Colonização e reforma agrária - incra por meio de relatório antropológico no prazo de vinte nesses, contado da data de publicação deste decreto. agora cabe uma questão, o incra vem desde de 2003; quando o INCRA assume essa atribuição juntamente com os Estados ainda não sabiam fazer regularização para quilombo, muito em decorrência dos conceitos que eram preciso, primeiro o Estado brasileiro teve que aprender o que era territorialidade por exemplo, o que era território étnico, identidade; agora o IMAP está preparado para tal tarefa? quanto ao gargalo do terra legal, os representantes dizem que não sabem onde ficam as terras quilombolas (ora faça-me o favor) e que o vilão É O SIGEF (Resultado de imagem para o que é SIGEF, O Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF) é uma ferramenta eletrônica desenvolvida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para subsidiar a governança fundiária do território nacional.) QUE ESSES QUE ESTÃO DISTRIBUINDO MARCOS NAS COMUNIDADES, enquanto não se encontra o culpado fica as comunidades sendo perseguidas no lugar de sua existência e ancestralidade. 
 

no jogo do empurra empurra, fica as comunidades esperando uma solução


Aconteceu nesse dia 12 de outubro, na paroquia de São Benedito, mais uma reunião da pastoral afro do Amapá, junto ao movimento negro do Estado, estiveram presentes, lideres dos seguintes seguimentos, juventude marabaixeira, Hip hop, comunidades quilombolas, instituto de mulheres negras e representantes de terreiro. No momento, houve uma explanação do objetivo da pastoral afro, mediante a apresentação de Dom Teodoro Mendes Tavares;Nascido na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, em janeiro de 1964, ele  Estudou Filosofia no Instituto Superior de Teologia, em Braga, e Teologia na Universidade Católica Portuguesa, foi ordenado sacerdote em 11 de julho de 1993 e durante sua trajetória foi, por exemplo, vigário paroquial e pároco em Alvarães, Uarini e Carauari, todos municípios do estado do Amazonas; um bispo negro. e vem com a missão de da visibilidade da pastoral afro, que se trata de um espaço suprapartidário, aberto a qualquer um que queira participar com intuito de dar visibilidade e discutir ferramentas para a população negra, entorno da construção da identidade. Representantes, parabenizaram e deram sugestão de moldagem desse espaço. Pastoral Afro.

A pastoral afro é um espaço supra partidário.