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sexta-feira, 23 de junho de 2017

uma em cada cinco refugiadas é vítima de violência sexual no mundo

ONU: uma em cada cinco refugiadas é vítima de violência sexual no mundo

No Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres deste mês – 25 de junho –, a ONU alerta sobre a violência contra mulheres e meninas refugiadas. Estudos acadêmicos estimam que uma em cada cinco refugiadas – ou mulheres deslocadas em complexos contextos humanitários – tenha sofrido violência sexual, número ainda subnotificado.

Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown
Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

No Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres deste mês – 25 de junho –, a ONU alerta sobre a violência contra mulheres e meninas refugiadas. Estudos acadêmicos estimam que uma em cada cinco refugiadas – ou mulheres deslocadas em complexos contextos humanitários – tenha sofrido violência sexual, número ainda subnotificado (1).

A discriminação contra as mulheres e meninas é causa e consequência do deslocamento forçado e da apatridia. Muitas vezes, esta discriminação é agravada por outras circunstâncias, como origem étnica, deficiências físicas, religião, orientação sexual, identidade de gênero e origem social.
De acordo com os dados do relatório “Tendências Globais” do ACNUR – a Agência da ONU para Refugiados –, 49% das pessoas refugiadas eram mulheres em 2016. Aquelas que estão desacompanhadas, grávidas ou são idosas estão ainda mais vulneráveis.

Muitas dessas mulheres estão fugindo de conflitos em sua terra natal e sofreram violências extremas e violações dos direitos humanos, incluindo o assassinato e o desaparecimento de seus familiares, a violência sexual e de gênero e o acesso restrito a alimentos, água e eletricidade. Algumas foram repetidamente deslocadas ou foram exploradas ou abusadas em busca de segurança.
As mulheres refugiadas também são muitas vezes as principais cuidadoras das crianças e dos membros idosos da família, o que aprofunda ainda mais sua necessidade de proteção e apoio.

Com oportunidades econômicas limitadas, suas opções para construir meios de subsistência geralmente são limitadas ao trabalho informal de baixa remuneração, o que aumenta o risco de serem colocadas em situações precárias de trabalho.

Em todo o mundo, as mulheres refugiadas têm demonstrado uma enorme resiliência ao refazer suas vidas e a de seus familiares, levando desenvolvimento e progresso às comunidades de acolhida.

Segundo a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, a história das mulheres e meninas refugiadas no Brasil demonstra um “grande poder de resiliência e uma imensa colaboração para o desenvolvimento de nossa sociedade”.

Para ela, o empoderamento das mulheres e meninas, assim como a igualdade de gênero e de oportunidades, são essenciais para prevenir o deslocamento forçado e promover o desenvolvimento humano sustentável.
“Precisamos garantir que as mulheres migrantes e refugiadas conheçam seus direitos, incluindo o direito a viver uma vida livre de violência. Que a Lei Maria da Penha seja cumprida para todas as mulheres, com atenção redobrada para aquelas em situação vulnerável como migrantes e refugiadas que estão chegando ao país ou que aqui já vivem há anos. As instituições têm que estar preparadas para providenciar serviços de qualidade”, destacou Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil.

“É fundamental que haja orçamento suficiente e pessoal qualificado para a atenção das mulheres e que a saúde, a segurança pública, o Judiciário e a educação trabalhem em parceria para processar, julgar e punir casos de violência de gênero, mas também para prevenir e interromper ciclos tão recorrentes de violência dos quais as mulheres são as principais vítimas”, acrescentou Nadine. 

No Brasil, de acordo com o último relatório do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), 32% das 10.038 solicitações de refúgio foram feitas por mulheres no ano passado.
Ao menos 10 das 169 metas da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 incluem referências a questões diretamente relacionadas à migração internacional, aos migrantes e à mobilidade.
O ACNUR tem trabalhado intensamente na promoção da igualdade de gênero, no empoderamento das mulheres e meninas refugiadas e na prevenção da violência sexual e de gênero, desenvolvendo e implementando diversas cartilhas, políticas e estratégias.

A agência da ONU considera imprescindível garantir que todas as mulheres e meninas refugiadas tenham acesso à proteção jurídica e social, independentemente de sua nacionalidade, visões políticas, religião, raça, identidade sexual e de gênero, origem social, etnia ou qualquer outra característica intrínseca dignidade da pessoa.

Todos os Estados-membros da ONU são responsáveis por facilitar a migração segura, ordenada e regular e a mobilidade das pessoas, inclusive por meio da implementação de políticas de migração planejadas. Por fim, qualquer medida tomada para atingir o Objetivo 5 da Agenda 2030 – alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas – deve incluir mulheres e meninas refugiadas e migrantes.

Dia Laranja

Todo dia 25 do mês é um Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A data conclamada pelas Nações Unidas no marco da Campanha “UNA-SE” busca ampliar o calendário celebrado no dia 25 de novembro – Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Trata-se de um dia para dar visibilidade ao tema, mobilizar o compromisso e exigir as condições para que mulheres e meninas possam viver uma vida livre de violência.
Image: ONU Mulheres
Image: ONU Mulheres
No Dia Laranja, as Nações Unidas convidam a sociedade civil, os governos e outras/os parceiros a se mobilizarem em apoio à causa.
Em 2017, o Dia Laranja adota o lema “Não deixe ninguém para trás: acabe com a violência contra as mulheres e as meninas”, que se soma aos desafios da Agenda 2030, compromisso assumido pelos Estados-membros das Nações Unidas pela promoção da igualdade e o desenvolvimento social em todos os níveis e para todas as pessoas.

Projetos e programas relevantes

A violência sexual e de gênero em conflito muitas vezes não é relatada e, portanto, não é atendida. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) aborda o problema de forma antecipada com uma variedade de programas inovadores, escaláveis e baseados na comunidade que estão mudando a colaboração para diferentes serviços especificados.
A ONU Mulheres trabalha na Síria no campo de refugiados de Zaatat, onde realiza um programa que reúne serviços de referência e proteção para mulheres e o desenvolvimento de habilidades para a vida, como alfabetização nas línguas árabe e inglesa, aulas de informática e serviços de creche para pais que estão trabalhando.
O programa já levou a uma redução de 20% na violência doméstica entre os beneficiários e 76% afirmam uma mudança positiva nas relações intra-familiares. Conheça mais do trabalho da ONU Mulheres na Síria aqui.
O Fundo Fiduciário das Nações Unidas de Apoio a Ações pelo Fim da Violência contra as Mulheres apoia organizações dedicadas ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas refugiadas. Saiba mais aqui.
(1) Vu, Alexander, Atif Adam, Andrea Wirtz, Kiemanh Pham, Leonard Rubenstein, Nancy Glass, Chris Beyrer e Sonal Singh (2014) “The Prevalence of Sexual Violence among Female Refugees in Complex Humanitarian Emergencies: a Systematic Review and Meta-analysis” PLoS Currents. Public Library of Science.

fonte:  https://nacoesunidas.org

Prêmio valoriza mestres e mestras do Carimbó paraense publicada em 22 de junho de 2017, às 13h18


Carimbó paraenseFusão das influências culturais indígena, negra e ibérica, o Carimbó foi registrado como patrimônio cultural brasileiro em 2014. Como parte das ações para salvaguarda dessa manifestação cultural paraense, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lança o Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio, com o objetivo de valorizar a atuação exemplar de mestres, mestras e grupos que contribuem para a transmissão e a continuidade dessa tradição. O edital será lançado oficialmente em cerimônia na Superitendência do Iphan no Pará, na quarta-feira, 22 de junho, às 15h.

Serão concedidos 25 prêmios, no valor de R$ 5.160,00 para cada premiado, sendo dez para mestres e mestras em atividade; cinco destinados aos herdeiros diretos de cinco mestres ou mestras já falecidos (in memoriam); e dez destinados a grupos de Carimbó. As inscrições vão até o dia 21 de agosto de 2017 e devem ser enviadas para a Superintendência do Iphan no Pará, de acordo com os termos do Edital.

O Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio reconhece as trajetórias de vida de pessoas que tenham contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade do Carimbó, bem como grupos cuja atuação contribua de forma exemplar para a valorização, difusão e transmissão do bem cultural às novas gerações. O edital foi definido como uma das ações prioritárias pelo Comitê Gestor da Salvaguarda do Carimbó
Cultura e memória paraense
 
Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua tradição em quase todas as regiões do Pará, e tem se reinventado constantemente. Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus descendentes tem mantido vivo estes aspectos. Entretanto, a principal característica do Carimbó está nas formas de organização e reprodução sociais em torno dele, no cotidiano de sociabilidade dos carimbozeiros, seja ele relativo ao dia-a-dia do trabalho ou das celebrações religiosas e seculares. Muito mais que uma manifestação cultural, as formas de expressão contidas no Carimbó estão expressas em seus aspectos artísticos, cultural, ambiental, social e histórico da região amazônica.

O pedido de registro foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, Associação Cultural Japiim, Associação Cultural Raízes da Terra e Associação Cultural Uirapurú, com a anuência das comunidades. Assim, entre os anos de 2008 e 2013, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) e a Superintendência do Iphan no Pará conduziram o processo de Registro e acompanharam as pesquisas para a Identificação do Carimbó em diversas regiões do estado.

fonte: www.iphan.gov.br

Lançamento do Livro: O candoblé Jeje Savalú Na amazônia História, Cosmovisão e Ecologia


2° oficina sobre mortalidade materna entre Comunidades Quilombolas



Deu inicio na manhã dessa sexta feira 23/06, a 2° oficina sobre mortalidade materna entre Comunidades Quilombolas, a iniciativa é do Instituto de Mulheres Negras do Amapá (IMENA) e Associação Cultural de Mulheres Negras do Estado do Rio Grande do Sul ( ACMUN), a referida oficina segue no sábado 24/06.

O projeto tem o apoio institucional do Fundo para Equidade Racial – Baobá, tendo como objetivo a capacitação de trabalhadores da saúde e ativistas do movimento social que possibilitem de uma dinâmica para envolver a todos sobre a importância do cuidado no período de gestação e puerpério em relação à mortalidade materna, que segundo dados da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra , atinge de maneira desigual a população negra, em especial, as mulheres negras.

Conforme afirmou Rurany Ester em 2011, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, mais de 60% da mortalidade materna ocorre entre mulheres negras, contra 34% da mortalidade entre mães brancas. “A hipertensão, a hemorragia e o aborto são as principais causas de óbito materno entre mulheres negras. O desafio é qualificar a assistência prestada pelos profissionais de saúde”, foi o que disse em 2011 e percebe-se que de la para cá só aumenta.


O projeto tende a contribuir no avanço das políticas públicas, na identificação precoce e tratamento apropriado paras as mulheres grávidas, aumentando o acesso e qualificando os serviços para as mulheres que vivem nas comunidades quilombolas, reduzindo assim o número de mortalidade materna nas mulheres residentes no Norte do país.

Keila da esquerda ao Lado de Durica Almeida (IMENA)

Para Keila Souza, que é da comunidade conceição do Maruanum e assistente administrativa do projeto, é uma oportunidade das comunidades onde exitem uma unidade básica de saúde (UBS), de acompanhar o desenvolvimento dessa politica da saúde da população negra em especial a mulheres, ressaltou Keila.

Creuza Miranda do Mãe Venina


A oficina ministrada por Simone Cruz da ACUMUM, se desenvolve de forma lúdica, onde os convidados interagem numa dinâmica de colaboração, informando e recebendo dados e formas adequadas de lhe dar com essa questão.

Simone Cruz

Estão presentes na oficina membros da associação mãe Venina do curiau, associação quilombola do curiau, entre outras instituições representativas da população negra. O centro Diocesano de Macapá, fica situado na Av: Padre Manoel da Nobrega, 1000 (atrás da quadra da Igreja Jesus de Nazaré ), bairro Jesus de Nazaré – Macapá-AP. Vale apenas conferir e participar.

Participação Popular.

Atlas da Violência 2017 mapeia os homicídios no Brasil - A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras


Estudo realizado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que jovens e negros são as principais vítimas de violência no país
O Brasil registrou, em 2015, 59.080 homicídios. Isso significa 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes. Os números representam uma mudança de patamar nesse indicador em relação a 2005, quando ocorreram 48.136 homicídios. As informações estão no Atlas da Violência 2017, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo analisa os números e as taxas de homicídio no país entre 2005 e 2015 e detalha os dados por regiões, Unidades da Federação e municípios com mais de 100 mil habitantes. Apenas 2% dos municípios brasileiros (111) respondiam, em 2015, por metade dos casos de homicídio no país, e 10% dos municípios (557) concentraram 76,5% do total de mortes.

Os estados que apresentaram crescimento superior a 100% nas taxas de homicídio no período analisado estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. O destaque é o Rio Grande do Norte, com um crescimento de 232%. Em 2005, a taxa de homicídios no estado era de 13,5 para cada 100 mil habitantes. Em 2015, esse número passou para 44,9. Em seguida estão Sergipe (134,7%) e Maranhão (130,5). Pernambuco e Espírito Santo, por sua vez, reduziram a taxa de homicídios em 20% e 21,5%, respectivamente. Porém, as reduções mais significativas ficaram em estados do Sudeste: em São Paulo, a taxa caiu 44,3% (de 21,9 para 12,2), e, no Rio de Janeiro, 36,4% (de 48,2 para 30,6).

Houve um aumento no número de Unidades da Federação que diminuíram a taxa de homicídios depois de 2010. Especificamente nesse período, as maiores quedas ocorreram no Espírito Santo (27,6%), Paraná (23,4%) e Alagoas (21,8%). No sentido contrário, houve crescimento intenso das taxas entre 2010 e 2015 nos estados de Sergipe (77,7%), Rio Grande do Norte (75,5%), Piauí (54,0%) e Maranhão (52,8%). A pesquisa também aponta uma difusão dos homicídios para municípios do interior do país.

Municípios mais pacíficos e mais violentos
O Atlas da Violência 2017 analisou dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referentes ao intervalo de 2005 a 2015, e utilizou também informações dos registros policiais publicadas no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do FBSP. Para listar os 30 municípios potencialmente mais violentos e menos violentos do Brasil em 2015, o estudo considerou as mortes por agressão (homicídio) e as mortes violentas por causa indeterminada (MVCI).

Altamira, no Pará, lidera a relação dos municípios mais violentos, com uma taxa de homicídio somada a MVCI de 107. Em seguida, aparecem Lauro de Freitas, na Bahia (97,7); Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe (96,4); São José de Ribamar, no Maranhão (96,4); e Simões Filho, também na Bahia (92,3). As regiões Norte e Nordeste somam 22 municípios no ranking dos 30 mais violentos em 2015.

Entre os 30 mais pacíficos, 24 são municípios da região Sudeste. No entanto, os dois primeiros da lista ficam em Santa Catarina: Jaraguá do Sul (3,7) e Brusque (4,1). Em seguida, aparecem Americana (4,8) e Jaú (6,3), ambos em São Paulo, Araxá, em Minas Gerais (6,8), e Botucatu (7,2), também em São Paulo. A lista completa dos 30 municípios mais e menos violentos está nas tabelas 2.1 e 2.2 da pesquisa.

A análise isolada das taxas de homicídio pode ocultar o verdadeiro nível de agressão letal por terceiros em um município. Exemplo disso é Barreiras (BA), onde foi registrado apenas um homicídio em 2015. Isso colocaria a cidade entre as mais pacíficas do país. No entanto, ocorreram em Barreiras, naquele ano, 119 MVCI, uma taxa de 77,3 por 100 mil habitantes, o que eleva o município para a relação dos municípios mais violentos.

Perfil das vítimas
Mais de 318 mil jovens foram assassinados no Brasil entre 2005 e 2015. Apenas em 2015, foram 31.264 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, uma redução de 3,3% na taxa em relação a 2014. No que diz respeito às Unidades da Federação, é possível notar uma grande disparidade: enquanto em São Paulo houve uma redução de 49,4%, nesses onze anos, no Rio Grande do Norte o aumento da taxa de homicídios de jovens foi de 292,3%.
Os homens jovens continuam sendo as principais vítimas: mais de 92% dos homicídios acometem essa parcela da população. Em Alagoas e Sergipe a taxa de homicídios de homens jovens atingiu, respectivamente, 233 e 230,4 mortes por 100 mil homens jovens em 2015.

A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. De acordo com informações do Atlas, os negros possuem chances 23,5% maiores de serem assassinados em relação a brasileiros de outras raças, já descontado o efeito da idade, escolaridade, do sexo, estado civil e bairro de residência.

Os dados sobre mortes decorrentes de intervenção policial apresentam duas variações: as analisadas por números do SIM na categoria “intervenções legais e operações de guerra” (942) e os números reunidos pelo FBSP (3.320) em todo o país. Os estados que mais registraram homicídios desse tipo pelo SIM em 2015 foram Rio de Janeiro (281), São Paulo (277) e Bahia (225). Pelos dados do FBSP, foram registrados em São Paulo 848 mortes decorrentes de intervenção policial, 645 no Rio de Janeiro 645 e 299 na Bahia.


fonte:http://www.ipea.gov.br/portal

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Noticia


A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) divulgou, nesta segunda-feira (19/06), o resultado final do processo seletivo para a contratação de consultores no âmbito do projeto BRA 15/010 – “Fortalecimento e Expansão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir)”.

Resultado de parceria entre a Seppir e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o projeto tem como objetivo potencializar a implementação do Sistema a partir da consolidação de seus arranjos institucionais e da ampliação da participação federativa. Para tanto, busca viabilizar a elaboração de instrumentos e o aperfeiçoamento de mecanismos para a criação e desenvolvimento de órgãos e conselhos voltados à promoção da igualdade racial

Roraima é o estado com mais violência doméstica contra a mulher

Roraima é o estado com mais violência doméstica contra a mulher


(foto: Marcos Santos/USP Imagens)
(foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Roraima é considerado o estado mais letal para mulheres e meninas no Brasil, de acordo com dados do relatório da organização Human Rights Watch. O documento aponta que as taxas de homicídios de mulheres no estado cresceram 139 por cento entre 2010 e 2015, foram 11,4 mortes para cada 100 mil mulheres em 2015. A média nacional é de 4,4 homicídios para cada 100 mil mulheres. A taxa é uma das mais elevadas do mundo.

Com base em estudos feitos no Brasil, a Human Rights Watch estima que a maioria das mulheres é assassinada por parceiros e ex-parceiros. Segundo levantamento de fevereiro de 2017, somente um quarto das mulheres que sofrem violência no Brasil denuncia a agressão à polícia. Não há discriminação dos dados por estado.

A organização afirma que em Roraima, mesmo quando as mulheres procuram a polícia, há dificuldade para relatarem as agressões sofridas. Segundo o pesquisador da Human Rights Watch, César Muñoz, falhas nas investigações são frequentes, assim como o monitoramento das medidas protetivas.
O relatório mostra também que em alguns casos, os policiais sequer atendem aos chamados devido à falta de efetivo da Polícia Militar, que não consegue deslocar agentes para responder a todas as ligações de emergência de mulheres vítimas de violência doméstica.

O documento aponta ainda que parte das mulheres que chegam às delegacias de Roraima para prestar algum tipo de queixa de violência doméstica são orientadas a irem embora sem registrar o Boletim de Ocorrência. Na capital Boa Vista, tanto vítimas de violência doméstica quanto autoridades declararam que alguns agentes da Polícia Civil se recusam a atender mulheres que desejam registrar um boletim ou que buscam medidas protetivas. Em vez de escutá-las, eles as direcionam para a única Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no estado, mesmo quando se encontra fechada.

Segundo a apuração da Human Rights Watch, as mulheres que conseguem registrar as denúncias têm que contar as histórias, incluindo as de abuso sexual, em ambientes abertos, e não em salas que garantam a privacidade. Outro dado destacado no relatório é o de que nenhum policial civil em Roraima recebe treinamento para lidar com casos de violência doméstica.

Outro dado diz que a Polícia Civil não tem capacidade para cuidar de todas as ocorrências que recebe. Em Boa Vista, por exemplo, nenhum dos oito mil e 400 boletins de ocorrência de violência doméstica foi investigado, segundo informações da delegada titular da delegacia da Mulher. A polícia instaurou inquérito em outros cinco mil casos em Boa Vista, sendo que muitos têm se arrastado por anos sem nenhuma conclusão.

Com base nesses dados, a organização não-governamental entregou o relatório às autoridades com recomendações para que a situação seja revertida. Entre elas a necessidade de as delegacias da Mulher funcionarem em todos os horários, treinamento dos policiais, a investigação de todos os casos de violência doméstica, fiscalização adequada das medidas protetivas, todas as delegacias com salas privativas para receber os depoimentos das vítimas reservadamente e a publicação dos dados sobre os casos. 
(pulsar)
*Com informações da Agência Brasil

Série especial pretende visibilizar a luta e resistência quilombola no Brasil

Série especial pretende visibilizar a luta e resistência quilombola no Brasil


(imagem: reprodução)
  (imagem: reprodução)

A série especial quilombola Na raça e na cor tem como objetivo visibilizar a luta e resistência das comunidades quilombolas do Brasil através da discussão sobre territorialidade, raça e gênero.

Em um período de dois meses, a série apresentará um pouco da trajetória dessas comunidades, ilustrando a luta e resistência quilombola de todo o país frente a sistemática violação de direitos a partir da experiência de comunidades quilombolas do Oeste do Pará, onde destaca-se a articulação das mulheres quilombolas.

Organizadas através da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), elas promovem uma série de atividades que visam fortalecer a luta de suas comunidades pelo reconhecimento e efetivação de seu direito ao território.
Tendo como fio condutor essa mobilização, Na raça e na cor pretende contribuir com a luta emancipatória dos movimentos quilombolas através de reportagens, artigos, entrevistas, depoimentos e materiais gráficos que debatem o modo de vida, a organização social, a cultural e política quilombola por meio da discussão sobre territorialidade.

Para conhecer e acompanhar a série acesse aqui. (pulsar/terra de direitos)

fonte:

IMENA- Essas Mulheres Fantasticas, sempre pela causa.

Confirmada 2° oficina sobre mortalidade materna entre Comunidades Quilombolas

Instituto de Mulheres Negras do Amapá (IMENA) e Associação Cultural de Mulheres Negras do Estado do Rio Grande do Sul ( ACMUN), confirmam para os dias 23 e 24 (sexta e sábado), a 2° Oficina do projeto ”Abordando sobre a Mortalidade Materna entre Comunidades Quilombolas do Estado do Amapá”.

O projeto conta com o apoio institucional do Fundo para Equidade Racial – Baobá, e tem como objetivo, capacitar trabalhadores da saúde e ativistas do movimento social através da realização de oficinas que possibilitem de maneira dinâmica envolver a todos sobre a importância do cuidado no período de gestação e puerpério em relação à mortalidade materna, que atinge de maneira desigual a população negra, em especial, as mulheres negras.

A realização deste projeto contribuirá no avanço das políticas públicas, na identificação precoce e tratamento apropriado paras as mulheres grávidas, aumentando o acesso e qualificando os serviços para as mulheres que vivem nas comunidades quilombolas, reduzindo assim o número de mortalidade materna nas mulheres residentes no Norte do país.

A oficina iniciará às 9h desta sexta-feira (23), no Centro Diocesano de Macapá, situado na Av: Padre Manoel da Nóbrega, 1000 (atrás da quadra da Igreja Jesus de Nazaré ), bairro Jesus de Nazaré - Macapá-AP.
Contatos para informações:
Lorena Araújo: (96) 99117-3830
Maria de Lourdes: (96) 99114-3635

O INCRA É O ÚNICO ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELA POLÍTICA QUILOMBOLA?



Não. 

A política Federal para quilombos está vinculada ao Programa Brasil Quilombola (PBQ), coordenado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR). 

foto pessoal
Esse programa foi lançado em 2004 com o objetivo de consolidar os marcos da política de Estado para as áreas quilombolas, e como desdobramento foi instituída a Agenda Social Quilombola (Decreto 6261/2007), que agrupa as ações de diversos ministérios voltadas às comunidades em quatro eixos principais, quais sejam: 1) Acesso a Terra; 2) Infraestrutura e Qualidade de Vida; 3) Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Local; e 4) Direitos e Cidadania.

O Incra é responsável apenas pelo primeiro eixo (Acesso à Terra), restando os demais eixos da política quilombola sob a responsabilidade de outros órgãos e ministérios. Cabe ainda aos Estados e Municípios a devida participação nessa política, conforme sua legislação e atribuições específicas.

O QUE É PERTENCIMENTO AO TERRITÓRIO ÉTNICO?

foto aquivo pessoal

Dessa forma, conforme dito anteriormente, no contexto de um grupo étnico são as pessoas que pertencem ao grupo social e ao território, e não o contrário,   como ocorre em nossa sociedade, onde a terra pertence aos seus donos. Ser membro de um grupo étnico é se submeter a uma série de regras sociais estabelecidas pela tradição e perpetuadas geração após geração. 

E isso ocorre, a despeito das pessoas manterem sua autonomia enquanto indivíduo e dessas regras tradicionais se alterarem ao longo do tempo. Ou seja, tradição não é submissão e nem estagnação absoluta. Ao se assumir enquanto um membro de um grupo étnico, as pessoas se submetem as regras e a lógica do grupo. Passam assim a pertencer a um ente coletivo que se traduz pelas práticas e ideias comuns. 

No caso de um grupo étnico como os ciganos, a prática social comum não apresenta nenhuma vinculação a um território específico, assim seus membros pertencem apenas a coletividade do grupo social. No caso de um grupo étnico camponês, como os quilombolas, que fundam sua existência sobre o uso intensivo e extensivo, prático e simbólico de um determinado território, esse elemento acaba por assumir um papel essencial a reprodução física e social do grupo. 

Portanto, o território para um grupo tradicional ocupa o lugar de elemento central no processo identitário grupal. Desse modo, é o território que se constitui no elemento mais importante a ser considerado Voltar para o Sumário 7na análise de um grupo étnico camponês, do seu modo de vida e da sua identidade. Nessa perspectiva, o território e o grupo são considerados o todo, enquanto as pessoas, as regras, as práticas, os valores e as ideias vinculadas a tal grupo são consideradas suas partes constituintes.

Sobre o titulo de domínio "Quilombola Coletivo".



A politica quilombola vai bem, ate o momento em que se lê: “Titulo coletivo”, é como eu sempre imaginei, essa questão é passada para as comunidades de forma errônea, ou no popular errada mesmo. Dessa forma, procurei esclarecer e de forma direta alguns aspectos que causam conflitos entre as comunidades quilombolas, e aponto aqui algumas responsabilidades a serem dirimidas. Um trabalho de pesquisa nos documentos do INCRA;

COMO SE DÁ O USO COLETIVO DO TERRITÓRIO?

O Uso comum de um território por um grupo tradicional, como uma comunidade quilombola, se funda em cinco princípios: O grupo, mesmo sofrendo influências externas, detêm o controle relativo território e seus recursos, ditando as regras específicas para seu uso; A unidade produtiva e reprodutiva da comunidade são suas famílias, que podem variar de configuração em cada grupo. São as famílias que detêm a autonomia camponesa do processo produtivo; O que garante os direitos dessas famílias é o trabalho exercido pelos seus membros sobre determinadas condições e em determinadas porções do território, de acordo com as regras tradicionais do grupo; Esse direito é exercido pelas famílias, por meio de seu trabalho, numa combinação entre a apropriação privada e pública do território e seus recursos: as afamilias m de forma privada o domínio sobre um pedaço desse território, geralmente a casa, o quintal, alguma porção de área no seu entorno e áreas de roça atual e antigas (capoeiras) e outras, conforme o caso.

O direito privado da família sobre essas áreas e recursos se dá pelo respeito aos códigos locais e não por nenhuma divisão legal ou cartorial dos mesmos. Desse modo, o acesso a essas áreas por outros membros do grupo ou por estranhos deve se dar com a exclusiva anuência da família, anuência essa solicitada com respeito a certas regras locais.

Combinado com isso, o conjunto de famílias do grupo exercem um direito público sobre as porções territoriais que não estão restritas pelo direito privado de nenhuma família, ou seja, em áreas abertas de campo, floresta, varjão, rios e lagos, onde se pratica o extrativismo, o pastoreio do gado, se coloca roças coletivas, o uso de recursos hídricos ou etc. 

Esse direito e conjunto de práticas devem ser transmitidos às gerações seguintes, a quem cabe perpetuar o modo de vida tradicional da comunidade. Desse modo, cabe as famílias gerirem sua parcela específica e o território geral de modo a preservá-lo para seus descendentes.

É uma obrigação moral dos chefes de famílias incorporar essa necessidade de continuidade do grupo no planejamento das atividades diárias e anuais, de modo a não dilapidar nessa geração todos os recursos disponíveis no território.
Dessa forma, o coletivo de um território tradicional se diferencia de outras formas de uso, por apresentar as seguintes características: pertencimento a um território específico, obediência a regras tradicionais, autonomia camponesa subordinada a uma ordem maior e preocupação com as futuras gerações. Família.

Então gente o que temos de entender é que cada família já tem o seu espaço delimitado e ninguém vai mexe, o que se é uso fruto de cada um já é usado: campos, matas, lagos espaços comuns a toda a comunidade, ninguém vai mandar no que já é de direito da família.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Intervenções na Amazônia maquiam problemas, aponta pesquisador

Intervenções na Amazônia maquiam problemas, aponta pesquisador


Degradação na Amazônia (Foto: Vinícius Mendonça / Banco de Imagens do Ibama)
Degradação na Amazônia (Foto: Vinícius Mendonça / Banco de Imagens do Ibama)

As políticas ambientais pensadas para a Amazônia são paliativas e as políticas de cunho desenvolvimentistas favorecem mais aos grupos econômicos externos à região do que aos amazônidas. É isso que afirma o pesquisador Michel Cantagalo, autor de uma tese de doutorado sobre o tema pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba (SP).

Intitulada “Degradação e preservação: uma análise histórico-econômica das ocupações humanas na Amazônia”, a pesquisa de Cantagalo, que é professor do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) em Piracicaba, aponta que a destruição da floresta está diretamente relacionada à entrada e ao avanço do sistema de mercado na região.

Cantagalo afirma que o problema da Amazônia começa com o colonizador e ele vai crescendo e se expandindo. Segundo ele, os primeiros dados estatísticos são de 1920, 1940 e ali já dá para ver que a Amazônia estava sendo degradada. Em sua tese, ele se baseou em análise dos dados dos censos agropecuários de 1920 a 2006, além de ampla revisão bibliográfica para elucidar a hipótese central da tese.

Segundo Cantagalo, as intervenções governamentais na região são para maquiar os problemas, sem interferir nos interesses econômicos. O pesquisador destaca que quando surgem as políticas ambientais para a região, elas são simplesmente para tentar corrigir um desmatamento, nunca para propôr um desenvolvimento para a região, nunca para focar na autonomia ou nas potencialidades específicas daquela população.
O pesquisador ainda vai mais longe. Para ele, a política ambiental na região é sempre uma tentativa de modernizar, mas no sentido de tornar tecnológico e incluir em mercados globais, nunca de olhar para a região com suas especificidades. (pulsar/ciclovivo)

Abraão Pontes Nascimento


 Hoje eu recebi, no meu trabalho, um jovem que está batendo de porta em porta na cidade de Macapá vendendo mousse, quando eu perguntei por qual motivo ele vende, o mesmo me respondeu:

– Vendo para pagar a minha faculdade. Caramba me enchi de orgulho desse “Mano”.



Abraão Pontes Nascimento, um jovem de 19 anos, que poderia ir pelo caminho que atinge a maioria dos jovens de sua idade, mas ele esta indo pelo caminho mais longo que lhe dará um grande futuro.


Aos interessados em ajudá-lo,  ai vai o contato - 991059711


Morador do bairro São Lazaro, que volta e meia é noticia nas paginas policiais, ele caminha numa direção que lhe garantirá, um outro. Ele é acadêmico do segundo semestre de Faculdade Particular, em virtude de sua família não ter condições para bancar, ele vende os mousse  que sua tia faz que segundo ele mesmo, com dificuldades tá dando para pagar.

Fica o meu parabéns a esse jovem.

I caminhada em conscientização da Anemia Falciforme.

O dia 19 de junho de 2017 marcou a I Caminhada em Conscientização sobre a Doença Falciforme, a data marca também o dia Nacional, uma realização da Associação de Pessoas com Doença Falciforme do Estado do Amapá (APDFAP), que contou com a participação dos movimentos sociais como o IMENA e da única parlamentar que se fez presente, deputada Cristina Almeida.





A caminhada aconteceu entorno da praça Floriano Peixoto, como forma de dar visibilidade e desmistificar as faces dessa doença.


Para Angelica Barbosa, presidente da associação, a caminhada tem o cunho de conscientizar a população sobre a doença falciforme.

"Muitos têm e não sabem, passam a vida tomando Benzetacil e a tratam como reumatismo. Por esse motivo, andamos para chamar a atenção de todos" ressaltou a presidente.

Segundo dados apresentados pela associação, existem cerca de 160 casos em tratamento no estado; sem contar os que fazem tratamento fora do estado por conta própria, um tratamento que apenas diminui o tempo de transfusão sanguínea, pois se trata de uma mutação genética que ataca os glóbulos vermelhos que se recompõe na transfusão.



Para Maik Mota Amanajas, que foi coordenador do núcleo falciforme do estado, a maior dificuldade é a divulgação e conhecimento da doença.

"Alguns setores da saúde pública desconhecem o diagnóstico, uma doença que deve ser acompanhada desde - a triagem neonatal faze 3, - o popular teste do pezinho”, destacou.

Os principais sintomas da doença, nota-se, em grande parte, pelo aumento de infecções, síndrome da mão em pé, inchaço nas articulações, imunidade baixa; uma doença que pode levar a morte. Antes falava-se, que a doença falciforme, atingia em grande parte da população negra, questão que vem sendo derrubada, pois atinge a todos, mostrando que as misturas feitas entre brancos e negros fez uma doença que não escolhe cor” finalizou Maik.



 
Clotilde Freitas Costa de 27 anos, grávida de 11 semanas, descobriu com sete anos de idade sua doença, que herdou de sua mãe, mesmo assim, teve que fazer muitos exames ate ter um diagnostico, a mesma toma Hidroxiureia (HU) (constitui o avanço mais importante no tratamento de pacientes com doença falciforme), remédio cedido pelo estado que ajuda amenizar as dores a mesma não sabe como vai ser, pois por conta de sua gravides, teve de suspender a medicação, “ o sociedade precisa saber de nossas dores, ressaltou Clotilde.


A programação seguiu na praça floriano peixoto ate as 19hs, com apresentações de teatro, capoeira e vários parceiros que se pautaram para chamar atenção da sociedade.


terça-feira, 20 de junho de 2017

Café com Patrimônio apresenta "Devoção, Tambor e Canto: conversas sobre Ladrões de Marabaixo"

Café com Patrimônio apresenta "Devoção, Tambor e Canto: conversas sobre Ladrões de Marabaixo"

 

Altar montado na sede da Associação Folclórica Marabaixo do PavãoComo parte das comemorações de 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no dia 11 de março, a Superintendência do Amapá realizará a atividade Café com Patrimônio, cujo tema inaugural abordará a construção das narrativas dos Ladrões de Marabaixo. 

Os ladrões são as músicas do Marabaixo cantadas pelas cantadeiras e pelos cantadores. Algumas pessoas têm a responsabilidade de cantar o ladrão colocando os versos, esses são os puxadores, enquanto outros respondem entoando o refrão, que geralmente é o primeiro verso de cada composição. 

As composições são feitas pelos próprios participantes da manifestação cultural, geralmente por um dos membros de um grupo que prepara o ladrão para o ciclo que vai começar ou diante de um acontecimento inusitado e importante para a comunidade. Outras letras, surgidas em meados do século XX, acompanham as apresentações e a memória dos participantes ainda nos dias de hoje. Nesses casos, a adaptação de alguns ladrões é frequente, e a história vai se modificando pouco a pouco conforme vai sendo transmitida de geração a geração, de comunidade para comunidade, como é próprio dos relatos. As letras narram a vida da comunidade, histórias individuais ou da família, querelas entre vizinhos, fatos históricos e cotidianos, abordam questões da vida política, também anedotas da comunidade, e situações cômicas e tristes (Iphan/INRC Marabaixo, 2013).

Uma das manifestações culturais mais expressivas do estado do Amapá, o Marabaixo é alvo de pesquisas e debates por diversos segmentos da sociedade amapaense como pesquisadores, acadêmicos, poetas, jornalistas e gestores culturais. Desde 2013, o Iphan desenvolve atividades relacionadas a identificação e documentação da manifestação.
A atividade visa a divulgação do Marabaixo além de contribuir para o debate acerca da elaboração e reelaboração de seus elementos constitutivos como as composições musicais. 
As inscrições serão limitadas a 40 vagas e deverão ser realizadas antecipadamente via e-mail, telefone ou presencialmente na sede da superintendência. 

Serviço: 
Café com Patrimônio - Devoção, Tambor e Canto: conversas sobre Ladrões de Marabaixo
 
Convidada: Profª. Drª. Edna Oliveira
Data: 11 de março, das 16h às 18h
Local: Superintendência Iphan Amapá - Avenida Henrique Galúcio, 1242 - A. Central - Macapá (AP)
 
Inscrições:
e-mail:
aline.teixeira@iphan.gov.br
Telefone: (96) 98414-0178                                        

fonte: http://portal.iphan.gov.br/

É só um exercicio de fotografia.

Durica Almeida do IMENA
nego Nena um dos maiores percursionista do norte.



A marabaixeira da Favela
a cantadeira de ladrão de marabaixo

Patrimônio Mundial Cultural e Natural

Patrimônio Mundial Cultural e Natural


De acordo com a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, elaborada na Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris (França), em 1972, e ratificada pelo Decreto No. 80.978, de 12 de dezembro de 1977. O patrimônio cultural é composto por monumentos, conjuntos de construções e sítios arqueológico, de fundamental importância para a memória, a identidade e a criatividade dos povos e a riqueza das culturas.

A Convenção definiu, também, que o patrimônio natural é formado por monumentos naturais constituídos por formações físicas e biológicas, formações geológicas e fisiográficas, além de sítios naturais. Nele a proteção ao ambiente, do patrimônio arqueológico, o respeito à diversidade cultural e às populações tradicionais são objeto de atenção especial.

Nesse sentido, a  Lista de Patrimônio Mundial reside na conformação de um patrimônio comum, partilhado entre todos os países. Sua constituição é o resultado de um processo onde os países signatários da Convenção indicam bens culturais e naturais a serem avaliados. Tais sugestões contemplam a chamada Lista Indicativa, que é um inventário usado como instrumento de planejamento para preparação de candidaturas. As informações sobre cada candidatura são avaliadas por organismos técnicos consultivos, segundo a natureza do bem em questão, e a aprovação final é feita anualmente pelo Comitê do Patrimônio Mundial, integrado por representantes de 21 países. 

Manual - Para dar maior visibilidade aos sítios brasileiros declarados Patrimônio Mundial, em 2013, o Iphan e Unesco lançaram o Manual de Sinalização do Patrimônio Mundial no Brasil – Orientações Técnicas para Aplicação. O objetivo da publicação é estimular gestores e comunidades locais a adotarem a identidade visual do Patrimônio Mundial na sinalização dos sítios culturais, naturais e mistos do país, valorizando assim a sua condição especial de detentores do título internacional concedido pela Unesco. 


fonte:http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/29

O valor da cultura Um estudo de caso sobre a inserção da Louça do Maruanum/AP no mercado e sua relação com a

O valor da cultura
Um estudo de caso sobre a inserção da Louça do
Maruanum/AP no mercado e sua relação com a
preservação do patrimônio cultural
 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Juliana Morilhas Silvani
um trabalho que vale apenas da uma lida.
 
Este trabalho teve como objetivo investigar sobre a inserção de bens culturais no mercado e sua relação com a preservação do patrimônio cultural. Tendo em vista que a essa é uma questão controversa, buscou- se entender se esse tipo de iniciativa compromete a preservação do patrimônio cultural, ao descontextualizar os bens por adaptá- los às expectativas do mercado e ao gerar impactos negativos nas comunidades produtoras; ou se pode efetivamente contribuir para a preservação do patrimônio cultural por ser um meio de geração de renda, melhorando as condições de vida das comunidades produtoras e detentoras do patrimônio cultural imaterial.

Ainda, considerando que na sociedade contemporânea o consumo desempenha papel fundamental como estruturador de identidades e laços sociais, questionamos se o consumo de bens culturais, especificamente o artesanato, pode ser um meio de difusão de informações sobre os universos socioculturais de produção e contribuir efetivamente para a preservação do patrimônio e para a valorização da diversidade cultural.

Para tanto, foi desenvolvido um estudo de caso sobre a cadeia produtiva e a trajetória social das louças do Maruanum/AP, verificando as interações entre os sujeitos envolvidos na cadeia produtiva deste bem e os valores e significados atribuídos a ele ao longo das esferas de produção, circulação e consumo.
Palavras-chave: Patrimônio Cultural; Produção artesanal–Amapá;Economia da Cultura; Brasil

 
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/465
 
confira o trabalho na integra  


Comissão de Agricultura anula a criação de áreas quilombolas e de reforma agrária


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara aprovou três propostas de decreto legislativo (PDCs 240/15, 365/16 e 368/16) que sustam dois decretos assinados pela ex-presidente Dilma Rousseff e uma portaria do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Os decretos de Dilma listam imóveis situados no municípios de Fazenda Nova, em Goiás e em Açu, no Ri Grande do Norte para efeito de reforma agrária. A portaria do Incra transforma uma área do município de Sertão, no Rio Grande do Sul em terra quilombola.
Primeiro parlamentar a analisar um dos projetos de decreto legislativo (PDC 240/15) na Comissão de Agricultura, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sintetizou a crítica da bancada do agronegócio aos mecanismos de criação de áreas quilombolas e de reforma agrária adotados pelos governos petistas.
Segundo ele, a Constituição não autoriza um órgão do governo a afetar o direito de propriedade. Pode-se reconhecer que houve quilombo, mas não se pode retirar pessoas que estão ali há décadas. Lorenzoni destacou ainda que para que isso ocorra, tem que ser outro mecanismo, que tenha abrigo na Constituição e passe pelo Judiciário.
Voto vencido na Comissão de Agricultura, o deputado Marcon (PT-RS) disse que já prepara uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, a ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso essas propostas de decreto legislativo sejam aprovadas pelo Congresso.
Os três projetos de decreto legislativo que anulam a criação de áreas quilombola e de reforma agrária ainda serão analisados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes da votação final no Plenário da Câmara.
Doutor em sociologia, o professor da Universidade de Brasília Sérgio Sauer não vê problemas jurídicos na portaria do Incra nem nos decretos de Dilma, mas admite impasses que ainda precisam de solução por parte do Supremo.
Sauer afirma que a Constituição garante os direitos territoriais das comunidades autodeclaradas quilombolas. Há um debate jurídico sobre a constitucionalidade do decreto que regulamenta, mas, como o Supremo não julgou essa inconstitucionalidade, é o decreto que vale. É prerrogativa do Executivo, a partir de estudos antropológicos, fazer a declaração e a demarcação dos territórios quilombolas. (pulsar)
*Informação Agência Câmara Notícias

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fonte http://brasil.agenciapulsar.org/

INCRA inicia estudo antropológico no Igarapé do Lago do Maracá.

INCRA inicia estudo antropológico no Igarapé do Lago do Maracá. Trabalho será feito com emenda da deputada Janete



Neste final de semana, o chefe do Serviço de Regulamentação dos Territórios Quilombolas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA/AP, Mateus Pagliarini, apresentou aos integrantes da Associação Quilombola dos Remanescentes das Comunidades do Igarapé do Lago do Maracá a arqueóloga que fará o estudo antropológico da área, um dos passos para demarcar e regularizar a terra.


O recurso dessa atividade é resultado de emenda da deputada Janete Capiberibe (PSB) no valor de R$ 500 mil, que vai beneficiar também Santa Luzia do Maruanum, Curralinho, São João I do Maruanum II, Campina Grande, em Macapá, São Miguel do Macacoari, em Itaubal, Igarapé Lagoa do Maracá, em Mazagão, e Alto Pirativa e Santo Antônio do Matapi, em Santana.


A associação engloba as comunidades quilombolas Fortaleza, Laranjal, Mari, Joaquina e Conceição, onde ocorreu a apresentação da antropóloga Francis Marina. As equipes da deputada Janete e do senador Capiberibe participaram da reunião e acompanharão o trabalho por meio da Gestão Compartilhada, junto com a comunidade.


O presidente da associação, Nilton da Conceição Videira, disse que a demarcação e regularização da área quilombola era um desejo antigo da comunidade que começa a se tornar realidade. "Sabemos que é um longo caminho, mas o importante é que hoje já foi dado um grande passo e queremos reconhecer o empenho da deputada Janete na construção de todo esse processo", comentou Nilton Videira.


Mateus Pagliarini informou que é a partir do laudo antropológico que vai se definir a área quilombola do Igarapé do Lago do Maracá. Primeiro, vai se identificar e coletar informações das famílias que estão dentro da área. Em seguida, abre-se o prazo para que as pessoas que se sentirem afetadas possam contestar o trabalho do INCRA.


Depois, vem portaria de reconhecimento da área e, logo em seguida, a parte considerada a mais difícil, que é a retirada dos ocupantes não quilombolas. Por fim, a etapa de demarcação e a titulação. "É um processo longo, mas faremos todo empenho para concretizá-lo o mais rápido possível", esclareceu Mateus Pagliarini.

fonte: Assessoria de comunicação Janete Capiberibe

domingo, 18 de junho de 2017

Derrubada do mastro na favela marca o ultimo marabaixo do ciclo 2017.



Domingo dia 18 de junho (domingo), dia de derrubada de mastro no Bairro da Favela no barracão Dica congo, exatamente as 17hs, a neta de Benedito lino do Carmo; que entrou para a história como “Congo”, por ter sua ancestralidade no país de Congo, iniciou os trabalhos com a fala inicial de agradecimento aos convidados por um ano de realização, em homenagem a Santíssima Trindade, como não podia faltar, o primeiro “ladrão” a ser acompanhado pelas caixas de nego Nena Silva e Carlos Nascimento, um filho de Biluca e outro Neto de seu Caiana foi:
ELISIA CONGO

eu tenho fé em deus, la na sarga da maria”, 

Enquanto isso, os fogos chamavam os que ainda faltava chegar, para o ultimo marabaixo do ciclo do ano de 2017. Para os marabaixeiros, a derrubada do mastro é a mais rápida de todo o ciclo, pois exatamente as 18horas o mastro da santíssima, vai ao chão, sentimento não só de dever cumprido também de gratidão, pois no meio de cada ciclo não é só a promessa da festa, mas cada um tem o seu pedido pessoal.

Eu adeus coam já me vou coam,
coam me convidou, pra mim tomar um café, a chaleira já tá no fogo”

A família congo realiza o ciclo na av. Mendonça júnior 1275, a pelo menos 62 anos, para Elísia congo a festa ficou restrita a família, pois hoje ninguém quer fazer, “é muito dispendioso”, nesse ano segundo Elísia, teve que se desfazer de algumas economias para ver a festa acontecer. Em outras palavras: o governo que é quem tem que ajudar no pagamento do ciclo, tem um calendário e não paga; esse ano os festeiros tiveram uma ajuda da prefeitura, agora do governo, “deus que sabe” (questionamento do editor).

A família congo é uma referencia do marabaixo no Bairro da Favela (Santa Rita), e o grupo se tratando de entusiamos da show, não mede esforços para prestigiar o ciclo, as pessoas vão chegando com suas saias nos braços, rosas e toalhas nos ombros, seja de carro, andando em grupo, para assim dançar na roda sem sentir a exaustão; sempre regrado a tradicional gengibirra.
Alan Cruz voz de veludo

No grupo de Elísia tem cantores como Alan Cruz de 24 anos, que tem suas origens na comunidade quilombola de Igarapé do lago, canta marabaixo a cinco anos “ o marabaixo foi paixão a primeira vista”, foi o que falou o menino da voz de veludo do marabaixo, e como companheiro o jovem Wendel Luan de 20 anos, neto de dona Chiquinha do Bolão, mora no laguinho e empresta o seu talento nos marabaixos da cidade de Macapá, sua característica marcante; além da voz canta as letras com sentimento e, como não podia faltar as mulheres se fazem presente que tem a beque vocal do grupo; sem falsa modéstia, o vocal não deixa a desejar.
Wendel Luan

E como não poderia faltar tem que ter a presença marcante do fã numero 1 do grupo o popular Bené do formigueiro, uma pessoa folclórica de Macapá “salve Bené”.

Assim se vai mais um ano de ciclo do marabaixo na favela que a santíssima trindade cubra com o seu manto essa cultura do extremo norte. “ora quem dois promete, não falta, serei feliz algum dia”.

A voz feminina da favela
João Ataíde
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