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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Black Friday


Black Friday

 se conhece como Black Friday (Sexta-feira Negra, em inglês) o dia que inaugura a temporada de compras natalícias com significativas promoções em muitas lojas retalhistas e grandes armazéns. É um dia depois do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, ou seja, celebra-se no dia seguinte à quarta quinta-feira do mês de novembro.


Esta festividade começou nos Estados Unidos e pouco a pouco e com a ajuda das novas tecnologias e a promoção deste dia por parte das diversas empresas tem-se estendendo pelo resto dos países do mundo.Há vestígios de que a denominação surgiu no início dos anos 90 na Filadélfia, quando a polícia local chamava de Black Friday o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças.

Havia sempre muitas pessoas e congestionamentos enormes, já que a data abria o período de compras para o natal. O termo já foi associado com a crise financeira que atingiu os Estados Unidos em 1869. Também passou a ser usado em 1966 por milhares de pessoas em torno do mundo, mas só se tornou popular em 1975, quando o uso do termo passou a ser conhecido por meio de artigos publicados em jornais que abordavam a loucura da cidade durante o evento.
Já se referiu ao período de conforto financeiro para os varejistas. No início de 1980, foi criada uma teoria que usava a cor vermelha para se referir aos valores negativos de finanças e a cor preta para indicar valores positivos. O período negativo correspondia ao período de janeiro a novembro e o lucro acontecia no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças e permanecia até o final do ano.

Alguns anos depois, Black Friday foi o nome usado pelos varejistas para indicar o período de maior faturamento e desde então é a data mais agitada do varejo no país. No dia do evento muitas lojas abrem bem cedo, algumas com até quatro horas de antecedência para atrair o maior número de consumidores através de ofertas. Milhares de pessoas aguardam em filas enormes. Embora não seja um feriado, muitas pessoas ganham o dia de folga e se tornam consumidores com grande potencial. O dia também é conhecido por dar início à temporada de compras de natal. A popularidade do evento é grande, sendo que os descontos oferecidos são considerados mais atrativos do que os natalinos por muitos consumidores.

fonte:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Black_Friday

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Dialética do Tambor


foto joão Ataíde


Muitos ainda se perguntam porque do Encontro dos Tambores? Para muitos é só se reunir, bebedeira, dançar, cantar, soltar foguetes; infelizmente muitos ainda pensam assim e não os culpo de forma alguma, pois é isso que a grande maioria pensa e deixa transparecer.

De inicio os negros que foram submetidos a escravidão, após a transmigração forçada, foram divididos de forma proposital; pois dividir os iguais e juntar os diferentes fazia parte da estrategia do colonizador, mesmo dentro do tumbeiro esse (negro) já tentava a comunicação, quando é obrigado a dançar e cantar para desentorpecer o “BANZO”: os olhares, os cantos se alinham pela primeira vez, pois só uma coisa poderia ser feito no momento degradante a UNIÃO.

Dessa forma na metade do seculo XIX, devido a vários experimentos, sem falar dos quilombos, retrato o negro que vive com os pés na CASA GRANDE e outro nas senzalas, os quilombos que nesse momento já se ver como a “dialética da resistência” escrava por todo Brasil ponto das grandes articulações –, sendo a capitania de Salvador com uma população de 400 mil pessoas, um terço era de pessoas submetidas a escravidão – falo nesse texto de escravo pois eles foram fundamentais no que estou relatando sobre a “dialética do Tambor”, canto e dança.

Os batuques e danças serviam para “ajuntar”as etnias no entorno da complexa sociedade escravocrata e isso representou a resistência tradicional, isso em 1792, numa sociedade escravocrata surgiram uma serie de revoltas, onde foram feitas as articulações? Isso mesmo nas rodas desses batuques, nos terreiros nas conversas de pretos quitandeiros.

É para isso que o ENCONTRO DOS TAMBORES existe, um momento de visibilidade das demandas sociais, pois mesmo distante da realidade do seculo XIX, a dificuldade ainda é a mesma, talvez deixamos e perdemos a capacidade da “dialética do tambor” pensada pelos nossos ancestrais.

Por João Ataíde
referencias: LIBERDADE POR UM FIO: HISTORIA DOS QUILOMBOS...BRASIL

autor: Flavio dos Santos Gomes | Joao Jose Reis



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

IMENA REALIZA SEMINÁRIO SOBRE MORTALIDADE MATERNA



Nesta terça-feira (28), às 16h, acontece no auditório da OAB – AP, sito a Av: Amazonas, 26 – Centro, o encerramento do Projeto “Abordando sobre Mortalidade entre Comunidades Quilombolas do Estado do Amapá”, que objetivou capacitar trabalhadores da saúde e ativistas do movimento social através da realização de oficinas que possibilitaram de maneira dinâmica envolver a todos sobre a importância do cuidado no período de gestação e puerpério em relação à mortalidade materna, que atinge de maneira desigual a população negra, em especial, as mulheres negras.

O projeto teve uma metodologia qualitativa,  e se deu através de 5 oficinas vivenciais com profissionais da Saúde, líderes comunitários das comunidades de Tessalônica, do Quilombo do Curiaú, Carmo do Maruanum e de Macapá.

Desta forma, como resultado final do projeto, será realizado o seminário “Abordando sobre a Mortalidade Materna entre Comunidades Quilombolas do Estado do Amapá”, com o objetivo de reunir comunidade, gestores de saúde e ativistas de movimentos sociais, afim de avançar na aplicação das políticas públicas, na identificação precoce e tratamento apropriado para as mulheres grávidas, facilitando o acesso das mulheres das comunidades quilombolas ao serviço de saúde, bem como qualificar esse atendimento.

O referido projeto foi realizado em parceria com Associação Cultural de Mulheres Negras do Estado do Rio Grande do Sul (ACMUN) e contou com o apoio institucional do Fundo para Equidade Racial – Baobá e Johnson & Johnson.


Contatos para Informações:

Lourdes Tavares (96) 99114-3635 (WhatsApp)

Lorena Araújo (96) 99117-3830 (WhatsApp)

sábado, 25 de novembro de 2017

Congresso dos irmãos da fronteira



Antropólogo haitiano falando sobre à imigração haitiana - Brasil Guyane

Hoje (25) acontece o evento de organização dos irmãos da fronteira, trata-se de um congresso, onde o que se quer é a unificação das ideias: advogados, antropólogos e lideranças locais, debatem e constrói ações para uma guiana para todos.

Realizado em Saint-Georges-de-l'Oyapock, lugar de muita energia saramakas, diante de um senário em que as politicas francesas excluem os imigrantes e muitas da vezes tratam os guianenses como colonizados; não separatistas, sim um movimento que luta por politicas para todos.
 
plenária em formação
Globalmente eles explicaram que o principal objetivo desse congresso é de formalizar os projetos de todos em vez de cada um agir no seu lado. Tem advogados de Oiapoque, um professor da universidade federal do Amapá antropólogo.
Edmard Elfort ativista social Guianense

Para Edmard Elfort: Mano,foi primeiro Encontro entre os diferentes movimentos sociais vindo de toda Guyane, um momento para se conhecer melhor e também para apresentar ações, Mais O Que prevaleceu mesmo foi o sentido de sermos todos Irmãos, Irmãos na luta, por igualdade econômica e social, cultural, etc... irmãos nas Fronteiras (Suriname e Amapa-Brasil), ressaltou Edmard, o evento serve como preparação na participação de uma comitiva da Guyane na próxima Fospa 2018.

Antropólogo haitiano falando sobre à imigração haitiana - Brasil Guyane

Jovens negras e empreendedoras



Isabela Silva, Joaquina santos e Shirlene Coutinho, são negra do quilombo do criaú e fazem da facilidade que tem em penteado e transas afros, o seu empreendedorismo, uma forma de beleza negra, sendo o penteado símbolo da cultura africana é uma excelente opção para quem quer incrementar mais estilo e personalidade ao visual, dessa forma, elas marcam presença durante o encontro dos tambores que vai ate o dia 29/11 vale apena passar no seu stande para conferir e sobre tudo fazer uma, não falarei de preço, pois o que vale é prestigiá e valorizar esse trabalho.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

10 anos de MOAJA



foto pessoal de Jorge Alberto

Eu pensei muito antes de escrever algo sobre os dez anos de MOAJA - Movimento Afro Jovem do Amapá que de certa forma, eu fui aliciado por três pessoas que hoje fazem parte de minha vida D_I_R_E_T_A_M_E_N_T_E,-POCA, WILI MIRANDA e JOSILANA no entanto, não teria tanto embasamento para descrever o que é o MOAJA, então, eu aproveitei o que eles mesmos descreveram num grupo fechado para socializar, sabe, eu sou muito sentimental e admito que DEZ anos que se passam...leiam ai.

O tempo passa e com ele mudamos, amadurecemos (as vezes forçadamente😩 quando ainda queríamos simplesmente viver uma juventude) hoje estou eu com meus 37 anos com um filhos a véspera de completar 18 anos e ainda na luta, em uma frente ou com estratégias que às vezes são criticadas por muitos "companheiros". Bem, então vamos lá. 10 anos de MOAJA e olha que só "entrei nessa" por conta de um grande motivador JORGE ALBERTO (Hoje meu pai Ogã) que por muito me ver no gabinete da PMM brigando pela educação do Maruanum com o então prefeito João Henrique que depois fez contato e me falou do MOAJA , de lá para cá tantas coisas aconteceram...muitas alegrias e tristezas, mas uma certeza A LUTA É NECESSÁRIA” (josilana Santos – secretaria adjunta do IMPROIR).

Lá se vai 10 anos de Movimento Afro Jovem do Amapá - MOAJA... é muita historia pra contar: Gonçalo, Poca, Willy, Joelma, Marcelo, Vera, Kleber, Preta, Branco, kamile e etc...grandes baluartes do MOAJA! Sim meus companheiros, os anos se passaram e relembro um fato, foi nesse ano durante a conferencia municipal de promoção da igualdade racial no quilombo do criaú, não pude está la por muito tempo, mas uma cena ficou marcada que sintetiza que o MOAJA cumpriu sua missão – quem estava na coordenação? Isso os militantes do moaja que la bem detrás se engajaram em prol da causa jovem, da visibilidade do jovem negro, o tempo nos ajudou a receber “formação politica” e debater de igual pra igual, foram muitas articulações para reivindicar por espaço e não é que o moaja conseguiu? Falando da foto da conferencia, quem estava lutando por vaga de delegados?

Salve nossa militância negra e viva as cabeças pensantes de jovens que hoje já não são tão jovens, então vamos à esse encontro para de fato VALER À PENA!!!!

POR QUE NÃO TEMOS TEMPO À PERDER.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Filhos do Criaú no Encontro dos Tambores 2017




Conheço um pouco da cultura do tambor no estado do Amapá e posso dizer a característica de cada uma das comunidades, eu vou, eu participo só não me meto a cantar, pois entendo que os que vivem nas comunidades são os verdadeiros artistas, pois eles na hora de cantar fazem isso com uma interpretação particular que envolve o sentimento muitas vezes marcadas pelo tempo.

Tenho muito a falar dessas culturas e ritmos, hoje apresento o batuque dos filhos do criaú, primeiro trata-se de um resgate ao nome da comunidade, pois hoje todos chamam de curiaú como registro o nome original é criaú.

O grupo filhos do criaú vem ao longo do tempo fazendo muito mais que isso, vem integrando em torno da cultura da ancestralidade as famílias, os Ramos, os silvas todos na mesma roda. Esse ano no Encontro dos Tambores o grupo fez uma homenagem a grande Davina que foi uma das principais cantoras das bandaias. Não menos importante, hoje na voz marcante de Creusa Miranda, Creusa que tem dentro de casa em seus pais a referência para se tornar a grande porta-voz desse batuque.

No palco a grande líder Rosa Ramos , explicou que o grupo veio meio desfalcado, pois na comunidade ainda se guarda luto, mas que não poderia deixar de prestigiar o encontro dos tambores, pois entende que é um espaço de integração para todo o movimento negro.

Os tocadores em sintonia com as cantadeiras e cantadores, tudo perfeito a roda se encheu e fizeram a carambola ecoar, essa Creusa me fez chorar quando ofereceu essa bandaia par mim – minha bandaia preferida.

Parabéns filhos do Criaú.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

XV Caminhada da Conciência Negra em Macapá


foto pessoal

XV caminhada Zumbi dos Palmares em Macapá, sim na amazônia também tem negro, é o que sempre fala o idealizador da caminhada que vem ano a ano inovando apresentando elementos que congregam com o movimento negro do Amapá.
Galera do hip hop de Macapá

Hip hop, capoeira, marabaixo, moda e a religião de matriz africana mudaram a paisagem da praça Veiga Cabral na tarde dessa segunda feira (20), dia de comemoração do dia da consciência negra de inicio um sarau de poesia abrilhantou os convidados, logo após um desfile de moda da loja ALIKA, com suas estampas e modelos despojados; uns com seus cabelos blecks, outrxs com bastante personalidade que deixam o corpo falar do orgulho negro.
ALIKA MODAS

O marabaixo mandou o seu recardo com o toque das caixas de Del Marabaixo e Elísia Congó e companhia, na frente de todos quem abria os caminhos, estava os pais e filhos de santos dos terreiros de Macapá.
Grupo de Del Mrabaixo
Religiosidade presente

São 15 anos em que a luta é a mesma, o movimento se alternavam no microfone mostrando uma realidade mascarada pelo racismo institucional, sim na amazônia também tem negro. Parabéns ao Pulo Axé que mobiliza e junta a todos numa caminhada,
Paulo Axé

Palavras chaves: caminhada zumbi dos palmares, Macapá, consciência negra

NOTA


XXII - Encontro dos Tambores




O primeiro dia de encontro dos tambores de 2017, teve seu inicio com a Missa do Quilombo, momento impar de um festa que já duram 22 anos, missa que encerou com o hino da umbanda numa celebração em que a igreja não é a verdade absoluta – padre e pais de santos congregam do mesmo Deus.


No intervalo um documentário norteou os primeiros visitantes que não conheciam historia de luta do centro de cultura negra, onde parte das personalidades do movimento negro deram sua contribuição do que é esse momento de encontro dos tambores e a representatividade do centro de cultura negra.


Logo em seguida as comunidades fizeram os tambores runfar entre o batuque e o marabaixo, onde a roda crescia a cada apresentação, o espaço ficou pequeno e brancos e negros celebraram o grande Zumbi, alias o encontro dos tambores desse ano é uma homenagem justa a Raimunda Ramos que nos deixou não faz um mês.


A beleza negra sempre muito presente no centro, indumentarias que cada dia já fazem parte da moda afro amapaense, roupas coloridas e floridas rodopiam pelo terreiro e se misturam aos jovens que se deliciam a goles de gengibirras e cervejas e o tempo na roda parece não passar.


Após as apresentações das comunidades foi vez do grupo de caiena que faz um pagode diferente, misturado a tambores da cultura tradicional do casico, e foi isso que aconteceu, as três (3) horas da manhã deu-se por encerada a primeira noite de encontro dos tambores, onde uns chamam de centro de cultura negra o que eu me refiro de republica independente dos negros do Amapá

viva zumbir viva o encontro dos tambores.

Na hora do casico de jeitinho Kriolo o ritmo contagiou os que ainda estavam na una

Palavras chaves - Encontro dos tambores - comunidades quilombolas- Jeitinho Kriolo

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Carta dos Povos Indígenas e Quilombolas em Defesa de seus Territórios


foto Maquinhos Mota

Carta dos Povos Indígenas e Quilombolas em Defesa de seus Territórios As comunidades tradicionais Indígenas e Quilombolas da Bahia,Pernambuco e Piauí reunidas em Petrolina durante o II Seminário de Povos Indígenas e Quilombolas, durante o VII Semiárido Show, no dia 10 de novembro de 2017debateram o tema: Terra, Território e Territorialidade. Essa temática reflete os sintomas e problemáticas atuais enfrentadas pelas comunidades tradicionais em seus territórios. Essa edição contou com o apoio das Instituições: EMBRAPA, INCRA,IRPAA, UNEB, UNIVASF.

A pauta dos povos indígenas do nordeste parte da reconquista do território,do acesso as políticas públicas, da educação especifica e diferenciada e do fortalecimento de suas identidades, culturas e direitos historicamente usurpados,massacrados e criminalizados, bem como, o processo de colonização territorial e exploratório de suas terras fez com que esses se sujeitassem a escravos em seus próprios territórios ou se refugiassem em diferentes terras. Neste sentido, reivindica-se o direito de existir e resistir enquanto pessoas de direito, "queremos ser iguais nas nossas diferenças”, diferentes sim, mas indígenas, nordestinos/as e brasileiros/as.

Considerar-se cidadão indígena no Brasil é luta constante e diária, e a formação política e critica desses povos é assunto inalterável diante de todos os direitos que não são assegurados e nem garantidos, quando se trata de igualdade social e de direito coletivo. Por este viés, a imposição igualitária eurocêntrica, verticaliza as culturas e as etnias tradicionais, contribuindo assim, para as desigualdades, quando vista pela perspectiva do capital, que nutre discursos e políticas de embranquecimento dos indígenas brasileiros. Lutamos pela nossa terra, nossos territórios indígenas, local de defesa e de preservação daquilo que somos, exigimos nossa territorialidade geográfica,cultural e ancestral. Pensar o povo indígena, é horizontalizar, mudar o modelo de sociedade e de capital, e pensar do modo indígena, é estar junto e concomitante, homem e natureza na concepção do BEM VIVER.

Já nas comunidades quilombolas entendemos que em função do crescimento das forças conservadoras no país, do avanço do racismo e das ameaças constantes às conquistas constitucionais dos povos quilombolas é fundamental que todas as comunidades da região e do país atuem com muita força e de forma conjunta.

Hoje a principal ameaça é uma Ação direta de Inconstitucionalidade, arguida pelo Partido Democrata (DEM), ao decreto 4.887 de 2003, que define o procedimento administrativo para delimitação, reconhecimento e titulação de comunidades quilombolas. 

Os setores contrários afirmam que as terras passíveis de titulação deveriam estar ocupadas pelas comunidades quilombolas na data de promulgação da atual constituição de 1988. No entanto, as comunidades entendem que os direitos vão além do tempo e que o uso da terra é coletivo e com várias funções e uma delas é que é um território de vida. A luta pela manutenção do decreto é uma questão de sobrevivência dos nossos povos.

Consideramos ainda a importância do desenvolvimento de ações planejadas que
garantam projetos sustentáveis que mantenham o povo quilombola em seus próprios territórios; que as escolas usufruam de uma educação quilombola; que os territórios tenham seus espaços garantidos para as diversas experiências de vida que abrangem acultura, a religiosidade, as relações com a terra e as diversas relações sociais e políticas.

Nenhum direito a menos aos indígenas e aos quilombolas!!!!

Assinam essa carta as comunidades quilombolas, os povos indígenas e as organizações: Cruz dos Riachos; Alagadiço – Ba; Águas do Velho Chico; Conceição das Crioulas;Jatobá; Santana; Serrote; Araçá; Araçá-Afranio; Cupira; Pau de Leite; Pedra Branca;Saruê; Inhanhum; Queimadas; Feijão e Posse; Sombrio; Pitombeira; Tanque de Cima;Angical Paulistana; Baixa da Onça; Tapuio; Poço do Cachorro; Barra das Queimadas;Jatobazinho; São Martins; Baixão; Mucambo; Silvino; Atrás da Serra; Tronco;Custaneira; Lagoa Grande; Chapada; Ponta do Morro; Barro Vermelho; Chupeiro;Contente; Laranjo; Volta do Riacho; Povo Truká; Povo Entre Serras de Pankararú; PovoPankararú; Povo Kambiwá; Povo Kapinawá; Povo Tuxá; Povo Tumbalalá; Povo Kariri;Povo Funi-ô; APOIME; CONAQ; UJP; CAJI; CEACQ – PE; CECOQ-PI;AMIGP;

Desfile de Moda Afro - ALIKA




Falar de tendencia afro é sintetizar as raízes, es que surge uma grife que fala por si só, Loja ALIKA, faz uma viagem pela moda africana que vai do hip hop ao marabaixo, roupas modernas e bem trabalhadas, onde cada peça faz o corpo falar, Identidade, estética e protagonismo negro, dessa forma estará sendo mostrada a sociedade amapaense nesse dia (18) um pouco dessa tendência.

Moda Afro: calças, saias, vestidos, sapatos, acessórios, vá la e comprove.

Marabaixo de Santa Luzia do Maruanum vem a publico informar




O Grupo Tradicional Marabaixo de Santa Luzia do Maruanum vem a publico informar aos filhos do Maruanum e a sociedade amapaense a respeito de sua ausência no Encontro dos Tambores de 2017. 

O Marabaixo é sem dúvida a maior manifestação da cultura do Amapá que por sinal é genuinamente negra, tem suas características nas resistências de negros escravizados e que mesmo em meio à tanta dor e tristeza “cantavam seus lamentos” dentre todos os eventos, o Encontro do Tambores sempre foi para o povo marabaixeiro do Maruanum a nossa confraternização o momento de nós juntarmos e cantarmos nossa alegrias e tristezas e isso ia muito além de “cachê “ eram caminhões no início que nos traziam, era na E.E. Azevedo Costa nosso hotel, grandes lembranças desde que o Encontro dos Tambores deixou de ser realizado no Curiaú.

O tempo passa, muitas coisas acontecem o brilho nos olhos das comunidades sempre é o mesmo o de esperança por maior valorização da cultura negra tradicional do nosso Estado.

Não estamos aqui para dizer que o dinheiro é o que mais “conta”!!! Estamos aqui para dizer que, por força do capitalismo cultural sendo este mais cruel para nossas comunidades rurais, não diminuímos a grandeza do que significa o Encontro dos Tambores, mas afirmamos que não podemos arcar com um “fazer cultural” tão caro para nós. Vamos aos gastos, com um grupo de 115 integrantes (onde 60%) residem na comunidade, R$ 900,00 de frete de ônibus (isso com descontos e muito pedir ajuda do proprietário que em geral temos que ter o compromisso de fecharmos os próximos fretes com ele),alimentação pois não é justo que os integrantes do grupo se desloquem para a capital sem um jantar, água, refrigerante e tão boa gengibirra e a “celveja” afinal é festa!!! Somados a isso os poucos foguetes que compramos para a hora da apresentação, então me digam se isso somado não configura um valor onde o cachê proposto sequer “cobre”?

Nossa cultura não pode ser legada á segundo plano, entendemos que o evento é grande e caro, mas pedimos que seja entendida nossa “condição” não estamos em tempos de pagar para mostrar que somos importantes, na verdade com todo respeito aos grupos urbanos, mas fazemos aqui uma justa observação aos que planejam cultura, e destacamos que o tratamento financeiro não poder ser considerado o mesmo para os grupos rurais haja vista que nossas despesas infelizmente são maiores devido nossa “distância” respeitamos à todos os grupos porém essa uma dificuldade que não é a mesma de todos.

Desejamos um belo Encontro dos Tambores e esperamos que no ano de 2018 tenhamos condições financeiras de darmos mais brilho ao evento, à Santa Luzia pedimos iluminação e que permita aos bons verem com os olhos da irmandade e que sejam justos para entenderem nossa “posição”, não estar dançando e cantando na roda e no palco não nós faz menor ou maior, nós faz igual mais com realidades diferentes.

Obrigada às comunidades que ainda resistem a todas as mazelas sociais e culturais que nosso povo é levado. Viva o Marabaixo...Viva o povo negro do Amapá...Viva o Maruanum que sempre soube onde estar e lutar!!

“O nosso Maruanum tem encontro de marabaixo, o nosso Maruanum tem encontro de marabaixo, eu quero quero marabaixo do Maruanum, eu quero ver quero ver marabaixo do Maruanum”
Macapá, 15 de novembro de 2017.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Memorial - Laurence Onozo e Leonard Madé em Saint-Georges



foto pessoal

Nesse sábado (4) aconteceu em Saint-Georges-de-l'Oyapock o memorial - Laurence Onozo e Leonard Madé, uma festa dessa só se ver na cultura negra dos dois lados da fronteira, e foi marcada com a forte presença de grupos culturais de bastante representatividade tais como: o grupo Ancestrais que representou muito bem a cultura do marabaixo dos ladrões de negra laura e suas dançadeiras de Macapá, grupo catrepiz de Saint-Georges que se tratando de kasico ainda tocam os tradicionais entre outros da região de cayenne.
foto pessoal


Laurence Onozo e Leonard Madé, foram baluartes da cultura tradicional do tambor, um ritmos envolvente que contagia e faz o corpo vibrar – o canto e a dança é o que gira essa ancestralidade e esses dois homenageados tiveram o reconhecimento coletivo dos tambores dos dois lados da fronteira Amapá/guiana francesa.
foto do cortejo

As 16hs do sábado um cortejo corta s principais ruas da pequena vila de Saint-Georges, uma animação acompanhada de lagrimas, fotos e Buquê de Flores, as caixa de marabaixos deram um tempero diferente nesse cortejo, elas com as saias rodadas e as senhoras e crianças da cultura creola com os seus vestidos característicos, nas casas pessoas saudavam o cortejo com asenos.

foto pessoal

No final do cortejo, os tambores de casicó chegaram primeiro, e para surpresa de quem participava desse evento pela primeira vez, foi ver ou melhor, escultar no cemitério dois (2) dias após dia dos finados, os tambores reverenciar os seus nobres In memoriam. Poderia dizer que a festa estava se iniciando, pois antes ainda teria uma missa que foi respeitado por todos, um momento de reflexão pessoal antes da grande noite.
fotos pessoal

Depois da missa, o encontro foi na praça onde um palco já esperava e sem cerimonia o apresentador agradeceu a todos os convidados, onde cada grupo recebeu das mãos do prefeito Jorge Elford uma lembrança de participação por esse grande encontro, - como se diz desse lado da fronteira (Amapá), que vale para o lado de lá 

– "a festa foi ate o chico chegar da roça". 

foto pessoal
  
"Evento como esse, mostra que uma ponte não pode dividir uma vontade, pois elas estão ligadas pela ancestralidade, podemos perceber que com alguns arranjos de particularidade a essência continua a mesma, salve os tambores que tocam la e os que tocam qui".



João Ataíde


palavras chaves: cultura do tambor, memorial - Laurence Onozo e Leonard Madé.